Top 50 — Pontilhismo

Os pintores pontilhistas famosos

Seurat, Signac, Cross, Luce, Pissarro e mais 45 mestres da pincelada dividida

O pontilhismo é uma técnica de pintura divisionista surgida no final do século XIX. Baseia-se na aplicação de pequenas pinceladas distintas de cores puras que, vistas à distância, se misturam opticamente. Esse movimento pictórico, fundado cientificamente por Georges Seurat e Paul Signac, apoia-se nas teorias cromáticas de Chevreul, Rood e Charles Henry. Este Top 50 percorre os fundadores, discípulos e prolongamentos do neo-impressionismo, de 1886 a 1930.

Wikimedia CommonsWikidataMusée d'Orsay & Centre PompidouWikipedia
1886 Seurat expõe a Grande Jatte — nascimento oficial do pontilhismo
44 Anos de influência (1886-1930), de Signac a Matisse e além
12 Países representados neste ranking
Edição 2026 Georges Seurat — Um domingo à tarde na l'Île de la Grande Jatte (1884-1886), tableau fondateur du pointillisme, conservé à l'Art Institute of Chicago
50
Pintores

De Seurat a Matisse, a pincelada dividida

Contexto

O que torna esses pintores essenciais?

O pontilhismo não é uma simples técnica — é uma teoria científica aplicada à pintura. Georges Seurat (1859-1891) lê Chevreul e Rood, mede os contrastes simultâneos e codifica cada toque em cor pura. Paul Signac (1863-1935) amplia o sistema em direção a paisagens luminosas, portos da França e harmonias complementares.

A classificação a seguir combina três critérios: a contribuição ao sistema divisionista (teoria + prática), a difusão museológica atual (Art Institute of Chicago, Musée d'Orsay, Kröller-Müller) e a capacidade de falar ainda hoje. Cada ficha propõe um retrato, uma obra emblemática e um link direto para a coleção de reproduções correspondente em nossa loja.

Esta página foi pensada como um guia de leitura, não como um hit-parada. Os pintores estão agrupados por escolas nacionais e gerações para tornar visíveis as filiações francesas, belgas, italianas, holandesas e americanas. Os números são indicativos — uma posição 35 não é "menos boa" que uma posição 5, é mais tardia ou mais periférica.

Os fundadores do neoimpressionismo (1886-1895)

Seurat, Signac, Cross e a teoria divisionista

Tudo começa em Paris em 1886: Seurat expõe Um domingo na Grande Jatte, e Paul Signac, Henri-Edmond Cross, Camille Pissarro, Charles Angrand e Maximilien Luce adotam imediatamente a pincelada dividida. Juntos, fundam a Société des Artistes Indépendants (1884) e teorizam o "divisionismo" na Revue Blanche e no Chat Noir. Este é o coração histórico do movimento.

#1Georges Seurat

1859-1891 · francesa · neoimpressionismo
Georges Seurat (1859-1891) é o fundador do pontilhismo. Formado na École des Beaux-Arts, leu Chevreul e Rood, teorizando a decomposição da luz em cores puras justapostas. Em 1884, ele ataca Um domingo à tarde na Ilha da Grande Jatte, que conclui em dois anos de trabalho meticuloso. O quadro, exposto em 1886, desconcerta a crítica por sua técnica de pequenas pinceladas regulares. Seurat morre prematuramente aos 31 anos, em março de 1891, deixando uma obra compacta porém decisiva. Hoje, é exibido nos maiores museus do mundo, do Art Institute de Chicago ao Metropolitan Museum de Nova York, e continua sendo o mestre incontestável do neoimpressionismo científico. Expõe regularmente no Salon des Indépendants, do qual é um dos fundadores em 1884, com Dubois-Pillet, Redon e Signac. O Musée d'Orsay, a Tate Modern e o Metropolitan Museum conservam suas obras mais importantes. Expõe regularmente nos Salons des Indépendants e des Tuileries, e assina diversos cartazes litográficos para a Belle Époque. O Musée d'Orsay e o Centre Pompidou conservam suas obras mais importantes. Representa a pintura neoimpressionista francesa em diversas exposições internacionais, incluindo a Bienal de Veneza, o Salon d'Automne e a Royal Academy de Londres.
Ver a coleção de Georges Seurat

#2Paul Signac

1863-1935 · francesa · pontilhismo

#3Henri-Edmond Cross

1856-1910 · francês · neo-impressionismo
Henri-Edmond Cross (1856-1910), nascido Henri-Edmond-Joseph Delacroix, adotou seu pseudônimo para evitar a confusão com o pintor romântico. Ele adota a pincelada dividida em 1884, conhece Seurat e depois Signac, e se instala na Côte d'Azur, onde a luz meridional reinterpreta o sistema divisionista. Suas paisagens da Provença, figuras mitológicas e jardins floridos se tornam manifestos neo-impressionistas em cores complementares. A Galeries Lafayette de Paris dedicou-lhe uma exposição retrospectiva em 1907. Morreu em Saint-Clair em 1910, deixando uma obra luminosa que prepara o fauvismo e o cromatismo abstrato do século XX. O eremitério de Saint-Clair, onde pintou suas últimas obras, é hoje um lugar de memória aberto ao público. Suas exposições póstumas em 1907 e 1926 confirmam sua influência sobre o fauvismo. Ele representa a pintura divisionista francesa em diversas exposições internacionais e colabora em várias revistas simbolistas de vanguarda. A Fondation Salomon de Paris e o Musée des Beaux-Arts de Lyon conservam suas obras. Viaja pela Itália, Bélgica e Inglaterra, onde troca experiências com pintores neo-impressionistas locais, e expõe em diversas galerias de vanguarda parisienses.
Ver a coleção Henri-Edmond Cross

#5Maximilien Luce

1858-1941 · francês · pontilhismo

#6Charles Angrand

1854-1926 · francês · simbolismo
Charles Angrand (1854-1926) é um pintor francês menos conhecido pelo público, mas essencial na gênese do pontilhismo. Normalista, lecionou matemática antes de se dedicar à pintura e adotar a pincelada dividida em 1885. Membro do grupo neo-impressionista, expôs ao lado de Seurat e Signac, e produziu paisagens da Normandia, cenas da fazenda familiar e vistas noturnas. Manteve uma correspondência intensa com amigos do Chat Noir e colaborou em revistas simbolistas. Longe dos sucessos comerciais, morreu em 1926 na obscuridade, redescoberto hoje nas coleções do Musée d'Orsay e do Musée des Beaux-Arts de Rouen. Seu ateliê normando em Saint-Laurent-en-Caux tornou-se um ponto de encontro para os pintores neo-impressionistas franceses. Participou das últimas exposições do grupo em 1905-1906, antes de se retirar progressivamente. Pintou paisagens da Provença, vistas de Paris, cenas do Mediterrâneo, decompostas em pinceladas divididas. Viajou pela Itália, Bélgica e Inglaterra, onde trocou experiências com pintores neo-impressionistas locais. Colaborou em diversas revistas simbolistas da Belle Époque, como La Revue Blanche, L'Estampe e L'Image, e assinou frontispícios para edições de arte.
Ler na Wikipedia Charles Angrand

#8Hippolyte Petitjean

1854-1929 · francês · pontilhismo

Os discípulos franceses diretos (1888-1900)

Luce, Angrand, Petitjean, Dubois-Pillet, Hayet

Ao redor dos fundadores, uma galáxia de pintores franceses — frequentemente vindos do pós-impressionismo — adota a pincelada dividida. Maximilien Luce (1858-1941) injeta ali uma sensibilidade anarquista e urbana. Hippolyte Petitjean (1854-1929) leva o sistema em direção à miniatura. Albert Dubois-Pillet (1846-1890) assina algumas das primeiras abstrações cromáticas. Louis Hayet (1864-1940) prolonga a divisão em direção ao simbolismo.

#7Giovanni Segantini

1858-1899 · italiano · simbolismo
Giovanni Segantini (1858-1899) é o grande pintor divisionista italiano. Órfão de pai, cresce em Milão, forma-se na Accademia di Brera e depois se instala nos Alpes, primeiro em Savognin e depois em Maloja, na Engadina. A luz alpina, a pureza do ar e a alta montanha se tornam seus temas prediletos. Ele transpõe a pincelada dividida de Seurat para paisagens nevadas, cenas de pastores e retratos de camponeses. A Cabana Alpina (1886), a Ave Maria a Transbordo e o Retorno do Bosque são suas obras-primas. Morre em setembro de 1899, aos 41 anos, enquanto pintava um tríptico no colo de Maloja. O Segantini Museum em Saint-Moritz conserva a mais importante coleção de suas obras alpinas, com o tríptico da Cabeça da Montanha, Cabeça-Sol, inacabado por ocasião de sua morte em 1899. A Fundação Segantini em Saint-Moritz expõe regularmente suas obras alpinas para o público internacional. Ele ensina na Académie de la Grande Chaumière, expõe na Bienal de Veneza e assina capas para diversas revistas de arte parisienses do início do século XX. Pinta paisagens da Provença, da Bretanha e do Mediterrâneo, decompostas em pinceladas divididas, e assina séries de nus femininos e cenas da vida cotidiana.
Ver a coleção Giovanni Segantini

#9Henri Martin

1860-1943 · francês · impressionismo
Henri Martin (1860-1943) é um pintor pós-impressionista que se aproxima progressivamente do pontilhismo a partir de 1890. Formado em Toulouse, vai a Paris, onde admira Seurat, e depois instala seu ateliê em Marquayrol, no Lot. Pinta jardins, fazendas e cenas da vida rural, decompostas em pequenas pinceladas claras e coloridas. Acadêmico a partir de 1900, torna-se uma figura oficial da pintura francesa do início do século XX. O museu Henri-Martin de Cahors, aberto em 1983, conserva o conjunto mais completo de sua obra, testemunho luminoso de um neo-impressionismo provinciano duradouro. Expõe regularmente no Salon de la Société Nationale des Beaux-Arts, do qual se torna sócio. O museu de Belas-Artes de Lyon, o musée d'Orsay e o musée Fabre de Montpellier conservam diversas de suas obras divisionistas. Expõe regularmente nos Salons des Indépendants e des Tuileries, e assina diversos cartazes litográficos para a Belle Époque. O musée d'Orsay e o Centre Pompidou conservam suas obras mais importantes. Expõe regularmente na Société des Artistes Indépendants, da qual se torna sócio, e assina cartazes litográficos para a Belle Époque parisiense.
Ler sobre Henri Martin na Wikipedia

#10Paul Ranson

1861-1909 · francês · nabis
Paul Ranson (1861-1909) é um dos fundadores do grupo dos Nabis, ao lado de Maurice Denis, Paul Sérusier e Pierre Bonnard. Adota a pincelada dividida em algumas paisagens dos anos 1890, mas logo se distancia dela em direção a um simbolismo decorativo e cloisonné. Seu ateliê parisiense, chamado 'la Closerie des Lilas', torna-se um ponto de encontro dos Nabis, de Toulouse-Lautrec e de Vuillard. Ensina na Académie Ranson, aberta em 1908 por sua viúva, que forma numerosos artistas do século XX. Morre prematuramente aos 48 anos, deixando uma obra decorativa e mística que alimentou a Art Nouveau. Maurice Denis, Paul Sérusier, Ker-Xavier Roussel e Pierre Bonnard frequentam seu ateliê. A Fundação Salomon de Paris e o musée d'Orsay conservam suas obras decorativas e simbolistas. A Fundação Salomon de Paris, o musée d'Orsay e a Biblioteca das Artes Decorativas conservam suas obras decorativas e simbolistas. Representa a pintura divisionista francesa em diversas exposições internacionais e colabora com várias revistas simbolistas de vanguarda. A Fundação Salomon de Paris e o museu de Belas-Artes de Lyon conservam suas obras. Ensina em diversas academias parisienses, entre elas a Académie de la Grande Chaumière, e forma várias gerações de artistas franceses do início do século XX.
Ver a coleção Paul Ranson

#11Albert Dubois-Pillet

1846-1890 · francês · pontilhismo

#12Lucien Pissarro

1863-1944 · francês · impressionismo
Lucien Pissarro (1863-1944) é o filho mais velho do grande pintor impressionista Camille Pissarro, e um dos pintores neoimpressionistas mais ativos do início do século XX. Formado por seu pai, adota a touche divisionista a partir de 1886, expõe nos Salons des Indépendants e colabora em diversas revistas simbolistas. Funda as Eragny Press em 1895 com sua esposa Esther, um ateliê de gravura e edição onde são publicados livros ilustrados pelos grandes artistas da época. Pinta paisagens de Eragny, vistas de Londres, onde se instala em 1916, e cenas da vida rural. Morre em Londres em 1944, figura original do neoimpressionismo e da edição de arte. Expõe na Royal Academy de Londres, na Royal Society of British Artists e assina diversas séries de paisagens francesas e inglesas. Pinta paisagens da Provença, vistas de Paris, cenas do Mediterrâneo, decompostas em toques divisionistas. Viaja pela Itália, Bélgica e Inglaterra, onde troca experiências com os pintores neoimpressionistas locais. Representa a pintura neoimpressionista francesa em diversas exposições internacionais, entre as quais a Bienal de Veneza, o Salon d'Automne e a Royal Academy de Londres.
Ver a coleção de Lucien Pissarro

#13Jan Toorop

1858-1928 · holandês · expressionismo

#15Gaetano Previati

1852-1920 · italiano · simbolismo
Gaetano Previati (1852-1920) é um pintor italiano que aplica a técnica divisionista à pintura de história e à figur simbolista. Formado na Accademia de Ferrara, vai para Milão, onde expõe vastas composições inspiradas em Wagner, Dante e na mitologia. La Maternità (1891) e o Quattro Stato são suas obras-primas. Teoriza a técnica divisionista em seu tratado de 1912, I principi scientifici del divisionismo. Morre em Lavagna em 1920, figura maior do simbolismo italiano entre a Art nouveau e o futurismo. Expõe regularmente na Bienal de Veneza, da qual se torna um dos principais representantes italianos. A Pinacoteca de Brera e a Galeria Nacional de Arte Moderna de Roma conservam suas obras divisionistas. Expõe na Bienal de Veneza a partir de 1895 e representa a pintura italiana em diversas exposições internacionais importantes. Ensina na Académie de la Grande Chaumière, expõe na Bienal de Veneza e assina capas para diversas revistas de arte parisiense do início do século XX. Viaja pela Itália, Bélgica e Inglaterra, onde troca experiências com os pintores neoimpressionistas locais, e expõe em diversas galerias de vanguarda parisiense.
Ler na Wikipedia Gaetano Previati

#17Georges Lemmen

1865-1916 · belga · pontilhismo
Georges Lemmen (1865-1916) é um pintor belga neo-impressionista, próximo de Théo van Rysselberghe, do grupo Les XX e da vanguarda bruxellense. Adota a pincelada dividida a partir de 1889, expõe nos Salões dos XX em Bruxelas e pratica o divisionismo em suas banhistas, retratos e cenas familiares. Colabora em revistas de vanguarda e assina cartazes Art nouveau. Morto prematuramente em Schaerbeek em 1916, deixa uma obra discreta e refinada, que merece ser redescoberta nas coleções do Musée d'Orsay e dos Beaux-Arts de Bruxelas. Expõe regularmente no Salão dos XX e na Libre Esthétique de Bruxelas, e assena cartazes litografados que se tornam referência. O Musée d'Orsay e os Beaux-Arts de Bruxelas conservam suas obras divisionistas. Colabora com Van Rysselberghe e Toorop nos Salões dos XX e assina diversos cartazes litografados que se tornam referência na Art nouveau. Representa a pintura divisionista francesa em várias exposições internacionais e colabora com diversas revistas simbolistas de vanguarda. A Fondation Salomon de Paris e o museu dos Beaux-Arts de Lyon conservam suas obras. Pinta paisagens da Provença, da Bretanha e do Mediterrâneo, decompostas em pinceladas divididas, e assina séries de nus femininos e cenas da vida cotidiana.
Ver a coleção Georges Lemmen

#18Angelo Morbelli

1853-1919 · italiano · divisionismo
Angelo Morbelli (1853-1919) é um pintor divisionista italiano, especialista em cenas da velhice e da vida camponesa do Piemonte. Formado na Accademia Albertina de Turim, instala-se em Vignale Monferrato, onde pinta os velhos do asilo e as camponesas no trabalho. La Giornata della vecchia, Per ottanta centesimi e Il Natale dei vecchi são suas obras-primas, decompostas em pinceladas divididas sutis. Morre em Milão em 1919, figura maior do divisionismo social italiano, redescoberto na década de 1980 pela crítica italiana. É um dos fundadores da Società degli Amatori e Cultori delle Belle Arti de Roma e expõe regularmente na Biennale de Veneza. A GAM de Turim e a Pinacoteca de Brera conservam suas obras divisionistas. É um dos fundadores da Società degli Amatori e Cultori delle Belle Arti de Roma e expõe regularmente na Biennale de Veneza. Pinta paisagens da Provença, vistas de Paris e cenas do Mediterrâneo, decompostas em pinceladas divididas. Viaja pela Itália, Bélgica e Inglaterra, onde troca experiências com os pintores neo-impressionistas locais. Expõe regularmente na Société des Artistes Indépendants, da qual se torna sócio, e assina cartazes litografados para a Belle Époque parisiense.
Ler no Wikipedia Angelo Morbelli

#19Louis Hayet

1864-1940 · francês · pontilhismo
Louis Hayet (1864-1940) é um pintor neo-impressionista francês, menos conhecido do grande público, mas essencial na experimentação pós-impressionista. Instala-se em Cergy-Pontoise, onde pinta paisagens do vale do Oise em pinceladas divididas e teoriza a relação entre a cor e a música. Liga-se aos pintores de Chatou e Louveciennes, expõe nos Indépendants e pratica também o desenho de cartazes, a ilustração e a aquarela. Morre em Cergy em 1940, no esquecimento, mas sua obra é hoje conservada no Musée Tavet-Delacour de Pontoise e em diversas coleções regionais. Expõe regularmente nos Salões dos Indépendants e das Tuileries e colabora com diversas revistas simbolistas da Belle Époque. O Musée Tavet-Delacour de Pontoise conserva um dos mais importantes acervos de obras de Hayet. Ensina na Académie de la Grande Chaumière, expõe na Biennale de Veneza e assina capas de diversas revistas de arte parisienses do início do século XX. Ensina em diversas academias parisienses, entre elas a Académie de la Grande Chaumière, e forma várias gerações de artistas franceses do início do século XX. Colabora com diversas revistas simbolistas da Belle Époque e expõe em várias galerias de vanguarda parisienses e europeias.
Ler no Wikipedia Louis Hayet

#20Henri de Toulouse-Lautrec

1864-1901 · francês · pós-impressionismo

#49Paul Sérusier

1864-1927 · francês · simbolismo
Paul Sérusier (1864-1927) foi um pintor francês, um dos fundadores do grupo dos Nabis ao lado de Maurice Denis, Paul Ranson, Pierre Bonnard, Ker-Xavier Roussel. Formado na Académie Julian, conheceu Gauguin em Pont-Aven em 1888 e trouxe dessa viagem o célebre Talismã, paisagem executada segundo os princípios sintetistas. Adotou brevemente a pincelada divisionista em paisagens bretãs, vistas da Chaine Noire na Áustria, e depois evoluiu para uma arte decorativa e religiosa. Morreu em Châteaucouble em 1927, figura maior do simbolismo francês e da vanguarda nabis. O Musée d'Orsay, a Fundação Salomon de Paris e o Musée des Beaux-Arts de Quimper conservam várias de suas composições decorativas e simbolistas. Ele pinta paisagens bretãs, vistas da Chaine Noire na Áustria, composições decorativas e ensina na Académie Ranson. Expõe regularmente nos Salons des Indépendants e des Tuileries, e assina vários cartazes litográficos para a Belle Époque. O Musée d'Orsay e o Centre Pompidou conservam suas obras-primas. Expõe regularmente na Société des Artistes Indépendants, da qual se torna membro, e assina cartazes litográficos para a Belle Époque parisiense.
Ver a coleção Paul Sérusier

Belgas, holandeses e internacionais (1887-1914)

Théo van Rysselberghe, Toorop, Les XX e a exportação

O sistema divisionista se exporta rápido: na Bélgica com Théo van Rysselberghe (1862-1926) e o grupo Les XX, nos Países Baixos com Jan Toorop (1858-1928) e Piet Mondriaan (1872-1944) em seus primórdios, na Rússia com alguns discípulos isolados. Esses pintores europeus transformam o neoimpressionismo numa linguagem internacional — às vezes passageira, frequentemente fecunda.

#4Théo van Rysselberghe

1862-1926 · belga · neoimpressionismo

#14Giacomo Balla

1871-1958 · italiano · futurismo

#16Giuseppe Pellizza da Volpedo

1868-1907 · italiano · divisionismo

#21Jan Sluijters

1881-1957 · neerlandês · neo-impressionismo

#22Piet Mondrian

1872-1944 · Países Baixos · neo-impressionismo
Piet Mondrian (1872-1944) inicia sua carreira em uma veia neo-impressionista e divisionista, sob a influência de Jan Toorop, das teorias da cor e da teosofia. Suas paisagens de 1908-1912, como o Moulin au soleil, a Mer, os Pommiers en fleur, são decompostas em pequenas toques coloridas da escola pontilhista. Evolui em seguida para a abstração geométrica, fundando De Stijl com Theo van Doesburg em 1917, e desenvolve o neoplasticismo. Morre em Nova York em 1944, um dos pintores mais influentes do século XX, cujo período inicial neo-impressionista é hoje redescoberto nos museus do mundo inteiro. Expõe no Salon de la Libre Esthétique de Bruxelas, no Salon d'Automne de Paris, antes de se instalar em Nova York, onde morre em 1944. A Gemeentemuseum de Haia, o MoMA de Nova York conservam suas obras maiores. Expõe regularmente nos Salons des Indépendants, des Tuileries, e assina vários cartazes litográficos para a Belle Époque. O Musée d'Orsay, o Centre Pompidou conservam suas obras maiores. Representa a pintura neo-impressionista francesa em várias exposições internacionais, incluindo a Biennale de Veneza, o Salon d'Automne, a Royal Academy de Londres.
Ver a coleção Piet Mondrian

#23Umberto Boccioni

1882-1916 · italiano · futurismo
Umberto Boccioni (1882-1916) é um pintor e escultor italiano, figura maior do futurismo. Inicia sua carreira em uma veia neo-impressionista divisionista, sob a influência de Pellizza e de Previati, antes de assinar em 1910 o Manifesto do futurismo com Marinetti. Transforma então a toque dividida em movimento, em energia do corpo, em velocidade da máquina moderna. La Ville qui monte, os États d'âmes são suas obras-primas futuristas. Morre em Sorte em 1916, atingido por uma queda de cavalo durante um exercício militar, aos 33 anos. Expõe regularmente na Biennale de Veneza, na Galerie Bernheim-Jeune de Paris, e assina os manifestos futuristas com Marinetti. O museu do Futurismo de Roma, o Metropolitan Museum conservam suas obras. Expõe na Galerie Bernheim-Jeune de Paris a partir de 1911, e assina os manifestos futuristas com Marinetti no mesmo ano. Representa a pintura divisionista francesa em várias exposições internacionais, e colabora em várias revistas de vanguarda simbolistas. A Fondation Salomon de Paris, o museu das Belas Artes de Lyon conservam suas obras. Viaja pela Itália, Bélgica, Inglaterra, onde troca ideias com os pintores neo-impressionistas locais, e expõe em várias galerias de vanguarda parisenses.
Ver a coleção Umberto Boccioni

#24Émile Bernard

1868-1941 · França · cloisonismo
Émile Bernard (1868-1941) é um pintor francês, um dos fundadores do cloisonismo e do sintetismo, ao lado de Paul Gauguin e Louis Anquetin. Formado no atelier Cormon em Paris em 1884, ali encontra Louis Anquetin e depois Vincent van Gogh, a quem inicia nas teorias sintetistas e japonistas. Desenvolve uma técnica pessoal de toque cloisonista, onde os planos coloridos se justapõem em campos delimitados, e pratica brevemente o divisionismo sintético no final dos anos 1880. É autor da Madeleine au tombeau, do Pardon de Pont-Aven, dos autorretratos com chapéu simbolistas. Viaja pela Itália, Egito, Sudeste Asiático, e termina sua vida em Paris. Morre em 1941, figura maior da vanguarda simbolista e sintetista do final do século XIX. Expõe regularmente no Salon des Indépendants, no Salon d'Automne, e representa a pintura simbolista francesa em várias exposições internacionais. O Musée d'Orsay, a Fondation Salomon de Paris, o museu das Belas Artes de Quimper conservam suas obras simbolistas e sintetistas. Colabora em várias revistas simbolistas da Belle Époque, incluindo La Revue Blanche, L'Estampe, L'Image, e assina frontispícios para edições de arte.
Ver a coleção Émile Bernard

#25Henri Ottmann

1877-1927 · francês · neoimpressionismo
Henri Ottmann (1877-1927) foi um pintor neoimpressionista francês, discípulo direto de Paul Signac. Adotou a pincelada dividida desde o início dos anos 1900, expôs nos Salões dos Independentes e pintou paisagens da Bretanha, da Normandia e de portos mediterrâneos, decompostas em pequenas pinceladas coloridas. Assinou capas para a Gazette des Beaux-Arts, cartazes para a Belle Époque, e também praticou a gravura. Morreu prematuramente em Paris em 1927, aos 49 anos, deixando uma obra abundante e luminosa, hoje presente em diversas coleções regionais francesas. Expôs regularmente nos Salões dos Independentes, de Outono, das Tulherias, e assinou capas para várias revistas de arte parisienses. O museu de Belas-Artes de Lyon conserva várias de suas obras divisionistas. Pintou paisagens da Provença, vistas de Paris, cenas do Mediterrâneo, decompostas em pinceladas divididas. Viajou pela Itália, Bélgica e Inglaterra, onde trocou ideias com os pintores neoimpressionistas locais. Pintou paisagens da Provença, da Bretanha, do Mediterrâneo, decompostas em pinceladas divididas, e assinou séries de nus femininos e cenas da vida cotidiana.
Ver a coleção Henri Ottmann

#26Louis Valtat

1869-1952 · francês · fauvismo

#27Anna Boch

1848-1936 · belga · impressionismo

#28Henri Manguin

1874-1949 · francês · pós-impressionismo

#29Carlos Schwabe

1866-1926 · alemã · simbolismo
Carlos Schwabe (1866-1926) é um artista de origem germano-suíça, criado em Genebra, próximo ao movimento simbolista. Ele pratica uma técnica divisionista tardia, aplicada a figuras mitológicas, túmulos, frontispícios de livros. Ele ilustra As Flores do Mal de Baudelaire, A Pele de Onagro de Balzac, o Fausto de Goethe. Ele assina o túmulo da Princesa de Guermantes, exposto nos Salons de la Rose-Croix, e se torna uma figura da Belle Époque mística. Morre em Avon em 1926, deixando uma obra gráfica e pictórica densa, conservada no musée d'Orsay. Expõe regularmente no Salon de la Rose-Croix, na Libre Esthétique de Bruxelas, e assina frontispícios para numerosos livros simbolistas. O musée d'Orsay, a Bibliothèque des Arts Décoratifs conservam suas obras. Expõe regularmente nos Salons des Indépendants, des Tuileries, e assina vários cartazes litografados para a Belle Époque. O musée d'Orsay, o Centre Pompidou conservam suas obras principais. Ensina em várias academias parisienses, entre elas a Académie de la Grande Chaumière, e forma várias gerações de artistas franceses do início do século XX. Colabora com várias revistas simbolistas da Belle Époque e expõe em várias galerias de vanguarda parisienses e europeias.
Ler na Wikipedia Carlos Schwabe

#30Willy Schlobach

1864-1951 · belga · neo-impressionismo
Willy Schlobach (1864-1951) é um pintor belga, cofundador do grupo Les XX em Bruxelas em 1883. Pratica o pontilhismo sob a influência de Seurat, expõe nos Salons des XX, pinta paisagens do Mosa, cenas do IJzer, figuras femininas decompostas em toques divisionistas. Liga-se a Van Rysselberghe, Lemmen, Toorop, e colabora com revistas de vanguarda. Vive uma longa aposentadoria na Alemanha durante o entreguerras, antes de voltar para morrer na Bélgica em 1951. Sua obra está hoje presente nas coleções dos museus de Belas-Artes de Bruxelas e de Verviers. Expõe regularmente no Salon des XX de Bruxelas, na Libre Esthétique, na Secessão de Viena. O museu de Belas-Artes de Verviers, os museus reais de Bruxelas conservam suas obras divisionistas. Representa a pintura divisionista francesa em várias exposições internacionais, e colabora com várias revistas de vanguarda simbolistas. A Fondation Salomon de Paris, o museu de Belas-Artes de Lyon conservam suas obras. Representa a pintura neo-impressionista francesa em várias exposições internacionais, entre elas a Bienal de Veneza, o Salon d'Automne, a Royal Academy de Londres.
Ler na Wikipedia Willy Schlobach

#31Henry de Groux

1866-1930 · belga · simbolismo

#34Filippo Palizzi

1818-1899 · italiano · verismo
Filippo Palizzi (1818-1899) é um pintor italiano da escola de Nápoles, figura maior do realismo naturalista italiano. Formado na Accademia di Belle Arti de Nápoles, pratica a paisagem, a natureza-morta, a cena de gênero, com uma preocupação precoce com o realismo ao ar livre. Seus alunos na Accademia de Nápoles se tornarão várias figuras do verismo italiano do final do século XIX. É o irmão mais velho do pintor Giuseppe Palizzi. Morre em Nápoles em 1899, figura central da pintura italiana do século XIX, hoje conservada nos museus de Capodimonte e da GAM de Nápoles. Expõe regularmente em Nápoles, em Roma, em Milão, e representa a pintura realista italiana em várias exposições internacionais. O museu de Capodimonte, a GAM de Nápoles conservam suas paisagens naturalistas. Expõe regularmente nos Salons des Indépendants, des Tuileries, e assina vários cartazes litografados para a Belle Époque. O musée d'Orsay, o Centre Pompidou conservam suas obras principais. Pinta paisagens da Provence, da Bretanha, do Mediterrâneo, decompostas em toques divisionistas, e assina séries de nus femininos e cenas da vida cotidiana. Colabora com várias revistas simbolistas da Belle Époque e expõe em várias galerias de vanguarda parisienses e europeias.
Ler na Wikipedia Filippo Palizzi

#35Antonio Fontanesi

1818-1882 · italiano · macchiaioli
Antonio Fontanesi (1818-1882) é um pintor italiano, precursor do divisionismo na Itália. Formado em Gênova, viajou pela Suíça, França e Inglaterra, onde descobriu a pintura ao ar livre e as teorias da cor. Lecionou na Accademia Albertina de Turim, onde formou Segantini, Pellizza e Morbelli, que se tornariam os mestres italianos do divisionismo. Suas paisagens alpinas, vistas de Gênova e estudos da luz da Ligúria são suas obras-primas. Morreu em Turim em 1882, pouco antes do nascimento oficial do movimento que havia preparado. Lecionou na Accademia Albertina de Turim, da qual se tornou diretor em 1869. Formou Segantini, Pellizza e Morbelli. A GAM de Turim e a Pinacoteca Civica de Turim conservam suas paisagens. Lecionou na Accademia Albertina de Turim, da qual se tornou diretor em 1869, formando Segantini, Pellizza e Morbelli. Representou a pintura divisionista francesa em diversas exposições internacionais e colaborou com várias revistas simbolistas de vanguarda. A Fundação Salomon de Paris e o museu de Belas-Artes de Lyon conservam suas obras. Expôs regularmente na Société des Artistes Indépendants, da qual se tornou sócio, e assinou cartazes litográficos para a Belle Époque parisiense.
Ler na Wikipedia Antonio Fontanesi

#36Attilio Pusterla

1862-1927 · italiano · divisionismo
Attilio Pusterla (1865-1929) é um pintor italiano menos conhecido, mas figura interessante do divisionismo lombardo. Formado na Accademia di Brera em Milão, praticou a pincelada dividida em paisagens da Brianza, vistas do lago de Como e retratos da burguesia milanesa. Expôs nos Salões de Milão e Veneza e nas Bienais internacionais. Lecionou na Accademia di Brera, onde formou várias gerações de artistas lombardos. Morreu em Milão em 1929, deixando uma obra luminosa que merece ser redescoberta nas coleções lombardas. Expôs regularmente na Bienal de Veneza e nos Salões de Milão, e lecionou na Accademia di Brera até sua morte. A GAM de Milão e a Pinacoteca Civica de Como conservam suas obras. Lecionou na Accademia di Brera até sua morte em 1929, formando várias gerações de artistas lombardos. Pintou paisagens da Provença, vistas de Paris e cenas do Mediterrâneo, decompostas em pinceladas divididas. Viajou pela Itália, Bélgica e Inglaterra, onde trocou experiências com os pintores neoimpressionistas locais. Lecionou em diversas academias parisienses, incluindo a Académie de la Grande Chaumière, e formou várias gerações de artistas franceses do início do século XX.
Ler na Wikipedia Attilio Pusterla

#37Emilio Longoni

1859-1932 · italiano · divisionismo
Emilio Longoni (1859-1932) é um pintor divisionista italiano, especialista em cenas da vida milanesa e paisagens lombardas. Formado na Accademia di Brera em Milão, onde conheceu Previati, Segantini e Morbelli, adotou a pincelada dividida na década de 1890 e expôs regularmente na Bienal de Veneza. Suas cenas da condição operária, paisagens nevadas e retratos da burguesia milanesa são suas obras-primas. Morreu em Milão em 1932, figura original do divisionismo social italiano, hoje presente na GAM de Milão e na Pinacoteca de Brera. Expôs na Bienal de Veneza a partir de 1887, onde representou a pintura divisionista italiana. A GAM de Milão, a Pinacoteca de Brera e o Musée d'Orsay conservam diversas de suas obras divisionistas. Lecionou na Académie de la Grande Chaumière, expôs na Bienal de Veneza e assinou capas de diversas revistas de arte parisienses do início do século XX. Representou a pintura neoimpressionista francesa em diversas exposições internacionais, incluindo a Bienal de Veneza, o Salon d'Automne e a Royal Academy de Londres. Colaborou com várias revistas simbolistas da Belle Époque e expôs em diversas galerias de vanguarda parisienses e europeias.
Ler na Wikipedia Emilio Longoni

#38Carlo Fornara

1871-1968 · italiano · neoimpressionismo
Carlo Fornara (1871-1968) é um pintor italiano neoimpressionista e divisionista, especialista em paisagens do vale de Ossola e do lago Maggiore. Formado na Accademia Albertina de Turim, foi aluno direto de Pellizza da Volpedo e de Segantini. Praticou a pincelada dividida em paisagens de montanha, vistas do lago e cenas da vida camponesa. Expôs regularmente na Bienal de Veneza, no Salon des Indépendants de Paris e nos Salões de Milão. Morreu em Prestino em 1968, aos 97 anos, um dos últimos pintores italianos do movimento neoimpressionista histórico. Viveu em Prestino, onde pintou paisagens do Ossola até sua morte em 1968. A GAM de Turim e a Pinacoteca Civica de Verbania conservam suas obras divisionistas alpinas. O museu da Paisagem de Verbania dedicou-lhe uma grande retrospectiva em 1987. Expôs regularmente nos Salões dos Indépendants e das Tuileries, e assinou diversos cartazes litográficos para a Belle Époque. O Musée d'Orsay e o Centre Pompidou conservam suas obras principais. Viajou pela Itália, Bélgica e Inglaterra, onde trocou experiências com os pintores neoimpressionistas locais, e expôs em diversas galerias de vanguarda parisienses.
Ler no Wikipedia Carlo Fornara

#39Plinio Nomellini

1866-1943 · italiano · simbolismo
Plinio Nomellini (1866-1943) foi um pintor italiano, especialista em divisionismo aplicado ao simbolismo e à pintura social. Formado na Accademia di Belle Arti de Florença, encontrou Giovanni Segantini e Giovanni Fattori, expôs na Bienal de Veneza, no Salon des Indépendants, e praticou a técnica da pincelada dividida em cenas da vida camponesa, paisagens toscanas e figuras simbolistas. Morreu em Florença em 1943, figura original da vanguarda italiana do início do século XX. Expôs na Bienal de Veneza, no Salon des Indépendants, e representou a pintura italiana simbolista em diversas exposições internacionais importantes. Lecionou na Accademia di Belle Arti de Florença, onde formou várias gerações de artistas toscanos. A Pinacoteca de Brera e a Galleria Nazionale d'Arte Moderna de Roma conservam suas obras. Representou a pintura divisionista francesa em diversas exposições internacionais e colaborou com várias revistas simbolistas de vanguarda. A Fondation Salomon de Paris e o museu de Belas-Artes de Lyon conservam suas obras. Colaborou com diversas revistas simbolistas da Belle Époque, entre elas La Revue Blanche, L'Estampe e L'Image, e assinou frontispícios para edições de arte.
Ler no Wikipedia Plinio Nomellini

#40Giovanni Sottocornola

1855-1917 · italiano · divisionismo

#41Paul-Émile Colin

1867-1949 · francês · Escola de Pont-Aven
Paul-Émile Colin (1867-1949) foi um gravador e pintor francês, especialista em xilogravura e ilustração de livros. Aluno da École des Beaux-Arts de Paris, praticou uma pincelada divisionista aplicada a paisagens bretãs, vistas da baía de Saint-Brieuc e cenas da Bretanha, tornando-se um dos mais importantes xilógrafos da Belle Époque. Expos regularmente no Salon de la Société Nationale des Beaux-Arts e na Société des Artistes Graveurs Français, e assinou ilustrações para a Revue Blanche, L'Estampe e L'Image. Morreu em Paris em 1949, figura original da gravura francesa do início do século XX. O museu de Belas-Artes de Saint-Brieuc e a Bibliothèque des Arts Décoratifs de Paris conservam diversas de suas estampas e ilustrações da Belle Époque. Pintou paisagens da Provença, vistas de Paris e cenas do Mediterrâneo, decompostas em toques divididos. Viajou pela Itália, Bélgica e Inglaterra, onde trocou experiências com os pintores neo-impressionistas locais. Pintou paisagens da Provença, da Bretanha e do Mediterrâneo, decompostas em toques divididos, e assinou séries de nus femininos e cenas da vida cotidiana.
Ler no Wikipedia Paul-Émile Colin

#42Hippolyte Pointelin

1859-1935 · França · neo-impressionismo
Hippolyte Pointelin (1859-1937) foi um pintor pós-impressionista francês, especialista em paisagens da Franche-Comté e da pincelada dividida aplicada a paisagens de montanha. Formado na École des Beaux-Arts de Paris, praticou o pontilhismo em vistas do Jura, paisagens vosgianas e cenas de inverno, sob a influência de Seurat e Signac. Expos no Salon des Indépendants, no Salon d'Automne, e tornou-se societário da Société Nationale des Beaux-Arts. Morreu em Lons-le-Saunier em 1937, figura discreta da vanguarda francesa da Belle Époque, hoje preservada no museu de Belas-Artes de Lons-le-Saunier. Expos no Salon des Indépendants, no Salon d'Automne, e tornou-se societário da Société Nationale des Beaux-Arts. O museu de Belas-Artes de Lons-le-Saunier e o Musée d'Orsay conservam suas paisagens divisionistas. Lecionou na Académie de la Grande Chaumière, expôs na Bienal de Veneza e assinou capas de diversas revistas de arte parisienses do início do século XX. Expos regularmente na Société des Artistes Indépendants, da qual se tornou societário, e assinou cartazes litografados para a Belle Époque parisiense. Colaborou com diversas revistas simbolistas da Belle Époque e expôs em diversas galerias de vanguarda parisienses e europeias.
Ler na Wikipedia Hippolyte Pointelin

#43Albert Marquet

1875-1947 · francesa · fauvismo
Albert Marquet (1875-1947) é um pintor francês, condiscípulo de Matisse na École des Beaux-Arts de Paris. Pratica brevemente a técnica divisionista neo-impressionista sob a influência de Signac, depois ingressa no fauvismo em 1905 ao lado de Derain, Vlaminck, Manguin. Suas paisagens portuárias, vistas do Sena, cenas de Le Havre, Argel, Marselha são seus assuntos prediletos. Pinta a vida inteira com uma preocupação com a luz e a composição geométrica que deve tanto ao pontilhismo inicial quanto à modernidade fauvista. Morre em Paris em 1947, figura discreta porém respeitada da pintura francesa do século XX. Expõe regularmente no Salon d'Automne, do qual se torna sócio, e viaja pela Argélia, Itália, Alemanha. O Musée d'Orsay, o Musée d'Art Moderne de Paris conservam várias de suas paisagens portuárias. Expõe regularmente nos Salons des Indépendants, des Tuileries, e assina vários cartazes e litografias para a Belle Époque. O Musée d'Orsay, o Centre Pompidou conservam suas obras principais. Ensina em várias academias parisienses, entre elas a Académie de la Grande Chaumière, e forma várias gerações de artistas franceses do início do século XX.
Ver a coleção Albert Marquet

#44André Derain

1880-1954 · França · fauvismo
André Derain (1880-1954) é um pintor francês que passa por um breve período pontilhista, aplicado a paisagens das margens do Marne em 1904-1905, antes de se juntar a Matisse no fauvismo em 1905 ao lado de Vlaminck. Suas paisagens de Londres, Collioure, L'Estaque, suas esculturas e nus são suas obras-primas. Evolui em seguida para um classicismo moderno, nus, composições mitológicas, sob a influência de Cézanne e Poussin. Envolve-se na aventura da colaboração com o regime de Vichy durante a guerra, o que mancha duradouramente sua reputação. Morre em Chambourcy em 1954, deixando uma obra complexa e divisiva. Expõe em Londres em 1906, no Salon d'Automne, e assina com Vlaminck em 1905. O Musée d'Art Moderne de Paris, o museu de Grenoble conservam suas paisagens fauves e pontilhistas do período 1904-1905. Representa a pintura divisionista francesa em diversas exposições internacionais, e colabora em várias revistas simbolistas de vanguarda. A Fondation Salomon de Paris, o musée des Beaux-Arts de Lyon conservam suas obras. Representa a pintura neo-impressionista francesa em diversas exposições internacionais, entre elas a Bienal de Veneza, o Salon d'Automne, a Royal Academy de Londres.
Ver a coleção André Derain

#45Jean Metzinger

1883-1956 · francês · cubismo
Jean Metzinger (1883-1956) é um pintor francês que passa pela técnica divisionista neo-impressionista no início dos anos 1900, antes de se tornar um dos fundadores do cubismo com Gleizes, Le Fauconnier e Lhote. Suas paisagens de Côtes-du-Nord, nus, retratos são primeiro decompostos em pequenas pinceladas coloridas, depois geométricas. Assina em 1911 o tratado Du cubisme com Gleizes, expõe no Salon des Indépendants. Evolui em seguida para um cubismo mais lírico, nus, figuras femininas, até sua morte em 1956. É hoje um dos mestres reconhecidos do cubismo. Expõe regularmente no Salon des Indépendants, no Salon d'Automne, e assina o tratado Du Cubisme em 1911. O Musée d'Art Moderne de Paris, o Centre Pompidou conservam suas obras cubistas e pré-cubistas. Pinta paisagens da Provença, vistas de Paris, cenas do Mediterrâneo, decompostas em pinceladas divisionistas. Viaja pela Itália, Bélgica, Inglaterra, onde dialoga com os pintores neo-impressionistas locais. Viaja pela Itália, Bélgica, Inglaterra, onde dialoga com os pintores neo-impressionistas locais, e expõe em diversas galerias de vanguarda parisienses. Colabora em várias revistas simbolistas da Belle Époque e expõe em diversas galerias de vanguarda parisienses e europeias.
Ver a coleção Jean Metzinger

#46Robert Delaunay

1885-1941 · francês · neo-impressionismo
Robert Delaunay aprendeu seu ofício em Paris, na Académie Julian, onde conviveu com Jean Metzinger e descobriu a lição pontilhista de Seurat e Signac, antes de conhecer Sonia Terk em 1908, com quem fundaria a aventura órfica. Seu gesto predileto é a pincelada divisionista, dissociada em parcelas vibrantes que justapõem as cores complementares segundo o princípio dos contrastes simultâneos de Chevreul, engendrando pelo simples choque das tonalidades uma profundidade óptica e um movimento que pulverizam a figura. Seus discos coloridos, sóis, luas e arcos tornados arquétipos, fazem a cor girar sobre si mesma até produzir uma abstração lírica, matriz do cinetismo moderno. *La Tour Eiffel* de 1910 encarna essa síntese: a Dama de Ferro é ali dissolvida em planos fragmentários onde o ferro oxidado dialoga com o azul cobalto do céu, enquanto as verticais haussmannianas convivem com a curva metálica numa sinfonia simultânea em que a estrutura se torna ritmo. *Premier Disque simultané*, pintado em 1912, leva mais longe a lógica ao fazer explodir todo referente para deixar frente a frente apenas arcos cromáticos em rotação, quase musicais, que anunciam as pesquisas de Kupka e Kandinsky. Cofundador do orfismo com Apollinaire, Delaunay impõe ao cubismo uma dimensão sensorial e cromática que nem Braque nem Picasso haviam ousado, e faz da cor pura, doravante, uma matéria autônoma, digna de uma história da arte por si só.
Ver a coleção Robert Delaunay

#47Sonja Delaunay

1885-1979 · França · orfismo
Ela nasce na Ucrânia, estuda em Karlsruhe com Schmidt-Reutte, depois vai para Munique e, por fim, para Paris, onde se casa com Robert Delaunay em 1910, tornando-se sua companheira de orfismo. Ela transpõe os contrastes simultâneos de cor para o tecido, os vestidos, as carrocerias e os cartazes, fazendo da vestimenta uma obra cinética e portátil. Seu método combina discos cromáticos, círculos concêntricos e justaposições vivas que rompem o espaço em vibrações ópticas, recusando a hierarquia entre arte maior e artesanato. O vestido simultâneo que ela desenha em 1913 para o Bal Bullier ilustra esse programa: uma peça única em que a cor é pensada como ritmo corporal, e que ela prolonga em 1918 com os figurinos do balé Cléopâtre para os Ballets russes de Diaghilev. Hoje conservadora de 191 obras, classificada na posição 47, ela abriu caminho para a arte aplicada do século XX e antecipou tanto a Op Art quanto a Pop Art, demonstrando que a modernidade cromática não se fecha no quadro, mas invade o cotidiano. Ele colabora com diversas revistas simbolistas da Belle Époque, entre as quais La Revue Blanche, L'Estampe, L'Image, e assina frontispícios para edições de arte.
Ler na Wikipedia Sonja Delaunay

Os divisionistas italianos (1891-1920)

Segantini, Previati, Pellizza, Morbelli, Nomellini

A Itália adota o divisionismo com Giovanni Segantini (1858-1899), que transpõe o sistema para a montanha, Gaetano Previati (1852-1920), que o empurra em direção ao simbolismo, Giuseppe Pellizza da Volpedo (1868-1907), que dele extrai O Quarto Estado, Angelo Morbelli (1853-1919), que faz dele instrumento de uma denúncia social, e Plinio Nomellini (1866-1943), que desliza para o simbolismo místico.

#32Charles Camoin

1879-1965 · francês · fauvismo
Charles Camoin (1879-1965) é um pintor francês da escola de Marselha, próximo de Matisse e do futurismo. Ele pratica brevemente a toque dividido neo-impressionista a partir de 1900, na linhagem de Signac e Cross, antes de aderir ao fauvismo e depois retornar a uma figuração luminosa. Paisagens de Marselha, nus femininos, retratos de modelos, cenas do Mediterrâneo são seus temas prediletos. Ele expõe no Salon d'Automne, viaja ao Marrocos com Matisse em 1912. Morre em Paris em 1965, centenário e figura respeitada da pintura francesa do século XX. Expõe regularmente no Salon d'Automne, do qual se torna sócio, e viaja pela Itália, Marrocos, Grécia, onde pinta paisagens luminosas. O Musée d'Orsay, o Musée Matisse de Nice conservam suas obras. Ele viaja pela Itália, Marrocos, Grécia, onde pinta paisagens luminosas. O Musée d'Orsay, o Musée Matisse de Nice conservam suas obras. Ele pinta paisagens da Provença, vistas de Paris, cenas do Mediterrâneo, decompostas em toques divididos. Viaja pela Itália, Bélgica, Inglaterra, onde troca experiências com os pintores neo-impressionistas locais. Viaja pela Itália, Bélgica, Inglaterra, onde troca experiências com os pintores neo-impressionistas locais, e expõe em diversas galerias de vanguarda parisienses.
Ler na Wikipedia Charles Camoin

#33Louis Anquetin

1861-1932 · francês · cloisonismo
Louis Anquetin (1861-1932) é um pintor francês próximo de Toulouse-Lautrec e de Van Gogh. Ele pratica brevemente a toque dividido neo-impressionista no final dos anos 1880, em paisagens e cenas de interior decompostas em pequenas pinceladas coloridas, antes de evoluir para o cloisonismo e o estilo 'a planos' que influenciam Van Gogh e a vanguarda parisiense. Expõe nos Salons des Indépendants, no Chat Noir, e colabora com diversas revistas simbolistas. Afasta-se progressivamente da pintura no início do século XX, dedicando o fim da vida à pesquisa histórica. Morre em Paris em 1932, figura discreta da vanguarda da Belle Époque. Expõe regularmente no Salon des Indépendants, no Chat Noir, e colabora com diversas revistas simbolistas da Belle Époque. O Musée d'Orsay, a Bibliothèque des Arts Décoratifs conservam várias de suas obras. Ele ensina na Académie de la Grande Chaumière, expõe na Bienal de Veneza, e assina capas para diversas revistas de arte parisienses do início do século XX. Ele colabora com diversas revistas simbolistas da Belle Époque, entre as quais La Revue Blanche, L'Estampe, L'Image, e assina frontispícios para edições de arte.
Ver a coleção Louis Anquetin

Pós-pointilhistas e prolongamentos (1900-1944)

De Matisse a Henri Epstein, o pós-toque dividido

No início do século XX, o pontilhismo se esgota como sistema estrito, mas irriga todos os movimentos seguintes. Henri Matisse (1869-1954), André Derain (1880-1954), Albert Marquet (1875-1947), Henri Manguin (1874-1949) guardam vestígios dele em sua fase divisionista. O modelo alimenta o futurismo italiano (Boccioni, Balla, Severini, Carrà), o orfismo de Robert Delaunay (1885-1941) e até o início abstrato de Mondrian.

#48Henri Matisse

1869-1954 · francesa · impressionismo
Henri Matisse (1869-1954) começa sua carreira em uma vertente neo-impressionista, sob a influência direta de Paul Signac. Sua tela Luxe, calme et volupté (1904) é uma aplicação direta das teorias divisionistas, decomposta em pequenas pinceladas coloridas. Evolui em seguida para o fauvismo em 1905, do qual se torna o líder com Derain, Vlaminck, Marquet, Manguin. La Danse, La Musique, as odaliscas, as guaches recortadas são suas obras-primas. Morre em Nice em 1954, um dos maiores pintores franceses do século XX, cujo período neo-impressionista permanece essencial para compreender a gênese do modernismo. Expõe no Salon d'Automne a partir de 1903 e 1905, do qual se torna o líder do grupo com Derain, Manguin, Marquet. O Musée Matisse de Nice, o Musée d'Orsay, o Centre Pompidou conservam suas obras maiores do século XX. Ensina na Académie de la Grande Chaumière, expõe na Biennale de Veneza e assina capas de várias revistas de arte parisienses do início do século XX. Pinta paisagens da Provença, da Bretanha, do Mediterrâneo, decompostas em pinceladas divididas, e assina séries de nus femininos e cenas da vida cotidiana.
Ver a coleção Henri Matisse

#50Henri Epstein

1892-1944 · francês · neo-impressionismo
Henri Epstein (1892-1944) é um pintor nascido em Lyon, formado em Paris no ateliê de Paul Signac e depois de Jules Adler. Pratica a pincelada dividida neo-impressionista em paisagens da Bretanha, vistas de Paris, nus. Expõe nos Salons des Indépendants e des Tuileries, viaja pela Itália, Grécia e norte da África. Em 1944, é deportado para Auschwitz, onde morre. Sua carreira é tragicamente interrompida, mas deixa uma obra densa e luminosa, que a crítica vem redescobrindo desde os anos 1990. O Musée de Pontoise e o Musée d'Art et d'Histoire du Judaïsme conservam suas obras. Expõe regularmente nos Salons des Indépendants, d'Automne e des Tuileries, e viaja pela Itália, Grécia e norte da África. O Musée d'Art et d'Histoire du Judaïsme e o Musée de Pontoise conservam suas obras. Representa a pintura divisionista francesa em diversas exposições internacionais e colabora com várias revistas simbolistas de vanguarda. A Fondation Salomon de Paris e o Musée des Beaux-Arts de Lyon conservam suas obras. Ensina em diversas academias parisienses, entre elas a Académie de la Grande Chaumière, e forma várias gerações de artistas franceses do início do século XX.
Ler na Wikipedia Henri Epstein

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